MEMÓRIA

memória

Criado nos anos 1950, o Prêmio Governador do Estado para a Cultura foi um dos mais prestigiados e concorridos da época – não só pelo reconhecimento que oferecia aos artistas, como também pela quantia em dinheiro que destinava aos vencedores. Inicialmente dedicado apenas ao Teatro, a premiação oferecia 500 mil cruzeiros em 1957, equivalentes a cerca de R$ 150 mil.

Um dos primeiros vencedores foi o ator e diretor Sérgio Cardoso (1925-1972) ao lado de sua então esposa Nydia Licia (1926-2015). Pouco antes de morrer, a atriz recordava a elegância e notoriedade do Prêmio, cujas cerimônias eram realizadas em espaços privilegiados da Capital.

Ao longo de três décadas, o Prêmio reconheceu nomes importantes do teatro brasileiro – as atrizes Fernanda Montenegro, Aracy Balabanian e Eliane Giardini estão entre eles, ao lado de Juca de Oliveira, Stênio Garcia e tantos outros.

Em meados dos anos 1980, o evento foi interrompido.

Retomado pela Secretaria de Estado da Cultura em 2010, o Prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura ressurgiu com um novo formato. Agregou novas categorias e passou a reconhecer o trabalho de profissionais atuantes em várias outras linguagens artísticas, como dança, cinema, artes visuais, circo e música. Também adotou a participação popular por meio de uma votação na internet.

Desde 2011, o Prêmio escolhe um Destaque Cultural, indicado por toda a sua trajetória. O crítico literário Antonio Candido foi o premiado em 2012, a artista plástica Tomie Ohtake em 2013 e o poeta Paulo Bomfim em 2014.

Em 2014, foi criada a modalidade Arte para Crianças. A modalidade Inclusão Cultural ganhou a denominação Territórios Culturais; já o Mecenato deixou de ter uma categoria própria.